segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Em busca de tolerância

Ao som de "Faz um milagre em mim", uma música gospel, cantada em iorubá ( língua africana usada em cultos afros), aconteceu neste domingo, em Copacabana, a caminhada contra intolerância religiosa com uma multidão cantando, dançando e festejando a vida e a libertade religiosa que é lei em nosso país. Tendo logo de início um pedido de perdão, feito pelo pastor José Roberto, da igreja Presbiteriana Unida, que pediu desculpas pelos atos de preconceito e desrespeito realizados por alguns evangélicos pelo mundo a fora.
Pessoas vieram de várias partes do estado. O exemplo disso foi o papo que bati com o pai de santo Carlos de Iemanjá e mãe Marlene de Olira, de Macaé ( região dos Lagos); que se mostravam felizes em viajar algumas horas até a zona sul para participarem da caminhada.Disseram ter participado da primeira caminhada e que estarão em todas que forem realizadas. Junto com pai Carlos e mãe Marlene vieram mais de duzentas pessoas em 4 ônibus lotados.Ao caminhar pelo meio da multidão encontrei duas professoras, Verônica e Dione (da cidade de Queimados) que juntas conversaram comigo. Vale dizer que uma é evangélica da igreja Quadrangular e outra umbandista, ambas são contra a intolerância religiosa praticada no Brasil e no mundo. Ambas disseram estar vivendo um momento perfeito em meio à caminhada.


Professoras Verônica e Dione, juntas pelo fim da intolerância.


Também de Queimados encontramos o grupo "As águas de Oxum" com seu líder Jorge Dawm ( coordenador da coordenadoria de promoção racial), que disse: "A caminhada é para todos, é para aprendermos a viver com as diferenças e acima de tudo , é um pedido de respeito".
Na nossa peregrinação conversei ainda com o presidente da união cigana do Brasil o senhor Mio Viacte que disse: "Esse tipo de manifetação mostra o livre arbítrio que temos para fazermos parte da religião que quisermos, e que esse ano a caminhada estava melhor do que a do ano passado".
A caminhada aconteceu ao som de vários grupos afros, mas em um dos quatro trios elétricos que estavam no evento tocaram os grupos Ileayê, Filhos de Gandy e Olodum. Consegui subir no trio elétrico principal e conversei com Gilson Luna ( um dos organizadores da caminhada), que faz parte do CEAP( centro de articulação da população marginalizada), que declarou: " O preconceito tende a diluir a partir dos movimentos sociais iguais a esse".Ainda no trio elétrico entrevistei "Gel", um dos músicos do Olodum, com 25 anos no grupo disse: "Movimentos como esse deveriam acontecer sempre com mais intensidade, para conscientizar o maior número de pessoas possível", afirmando categóricamente que "somos todos iguais". Pra terminar o domingo com chave de ouro, não podíamos deixar de conversar com Ivanir dos Santos, o idealizador da caminhada, que no seu segundo ano conseguiu reunir uma multidão em Copacabana. Ivanir nos contou que o sucesso da caminhada se deve a união de vários líderes religiosos que estão acima de qualquer diferença, tanto que disse ser amigo de vários pastores que ali estavam e que participaram da caminhada que contava também com mulçumanos, ciganos, católicos, espíritas e muitos outros que se juntavam em meio à caminhada. A manifestação terminou em frente a praça do Lido (posto 3) com todos juntos cantando e dançando em comemoração ao sucesso do evento.

Um dia com a equipe da Band News, em Copacabana


Cariocas, turistas e quem mais estava na praia de Copacabana receberam a grande notícia de que o Rio de Janeiro foi a cidade escolhida para sediar as olimpíadas de 2016.
Fui pra Copacabana com uma pauta diferente de tudo o que já tinha lido ou sabia que iria ler depois do anúncio de que o Rio ganharia das cidades concorrentes a chance de ter aqui na cidade maravilhosa os jogos olímpicos.Decidi fazer uma matéria, acompanhando o dia todo, o trabalho da equipe da Band News Fluminense.Desde as sete da manhã fui em direção à Copacabana ouvindo a programação e ao chegar em "Copa", pude testemunhar o excelente trabalho produzido por Rodolfo Schneider,Ricardo Boechat, Sandro Gama e equipe. Acompanhei o trabalho de perto prestando atenção em cada detalhe, e fiz umas entrevistas que vale apena reproduzi-las aqui.

O repórter Sandro Gama que andava pelo calçadão, depois de fazer sua participação na programação na parte da manhã. Ao ser perguntado qual era a sua expectativa para 2016, declarou: "Espero que os governantes do Rio de janeiro possam fazer um excelente trabalho e que nós possamos fazer uma olimpíada exemplar".Ao ser perguntado se a partir dessa candidatura a Band News vai ou não montar a sua primeira equipe de esporte Sandro disse:"A Band News está estudando a possibilidade de montar uma equipe de esporte, mas que no momento a sua prioridade são as notícias da cidade, por isso a Band news tem esse sucesso, mas existe a possibilidade dessa equipe ser montada". Antes de terminar a entrevista Sandro lembrou que passou pela Pinheiro Guimarães antes de ser formar, e que adorou a experiência de estudar lá.
Rodolfo Schneider que só pôde falar comigo depois que o evento terminou, pois não parava o seu trabalho nem pra se alimentar direito. Ao ser perguntado sobre a experiência de fazer um programa ao vivo, ele lembrou do evento realizado na Cinelândia onde as pessoas doavam sangue, para doação de medula óssea, trabalho feito em parceria com o hemorio. Ao falar sobre o evento em Copacabana disse: " A Band News não poderia nunca deixar de participar desse momento,nós nos programos para cobrir com exceLência esse evento, hoje nós vivemos um momento histórico, mostrando o clima que estava em Copacabana e o envolvimento que a Band News tem com o cotidiano e com a vida do carioca". Disse ainda:"A Band News vai acompanhar todo o processo de montagem da estrutura dos jogos olímpicos, e das promessas feitas pelos governantes do rio de Janeiro, no que diz respeito as obras na cidade do Rio de Janeiro, que esles coloquem em prática tudo o que prometeram".Ao falar sobre a hora do anúncio da vitória do Rio de Janeiro sobre Madri, enfatizou:"Cinco segundos antes de ser anunciado no telão que o Rio era a cidade escolhida, eu e o pessoal da Band já comemorávamos a candidatura, e algumas pessoas ficaram achando que nós tinhamos ficado malucos pois já comemorávamos a vitória da nossa cidade antes de todos que alí aguardavam a tão esperada notícia, que o telão só anunciou cinco ou dez segundos depois, entrevistei pessoas chorando, outras se abraçavam, pulavam de alegria mostrando uma festa maravilhosa no estilo do carioca". Ao ser perguntado se já tinha uma pauta caso o Rio de Janeiro Não fosse escolhido declarou que iria entrevistar pessoas das colônias do país que ganhasse, moradores de Chicago,de Madri e disse que seria uma pauta interessante.Pra terminar a entrevista com chave de ouro, perguntei sobre a possibilidade de se formar uma equipe de jornalismo esportivo na Band News Fluminense, segundo ele: "Cada vez mais essa corrente dentro da Band News fica forte,aguardem que acho que futuramente nós podemos ter uma equipe de esporte na Band News".


A multidão comemorando a conquista do Rio de Janeiro

Logo em Seguida o bate papo foi com um dos gurús do jornalismo brasileiro Ricardo Boechat, no Forte de Copacabana, de onde ele iria apresentar o Jornal da TV Bandeirante. Boechat com mais de 40 anos de profissão disse: " Depois de uma certa idade vc já passou por tantas experiências que é difícel se emocionar com qualquer coisa, vc precisa de situações muito especiais, muito fortes pra viver emoções, mas quero confessar a vocês o seguinte já estou com 40 anos de estrada no jornalismo, já fiz um pouquinho de tudo, e todas as besteiras que vocês possam imaginar nessa profissão tão fascinate. Agora hoje eu posso tal qual o presidente Lula, e sem ser fã dele, dizer o seguinte eu estou igualzinho a ele, eu vivi uma emoção que eu achava que não viveria mais, quando anunciaram o nome do Rio de Janeiro. Eu até conto a você o seguinte, uns 30% da minha emoção foi quando disseram que Chicago tinha sido desclassificada, os outros 70% eu vivi quando disseram o nome do Rio de Janeiro lá em Copenhagem ao Presidente do Comitê Olímpico Internacional. As pessoas que estavam lotando o estúdio a céu aberto da Band News Fluminense fm, foram avisadas por nós, de certa forma, do resultado da eleição na capital da Dinamarca, assim como por nós também tinham sido avisadas um pouco antes da desclassificação surpreendente de Chicago. Como estávamos ao vivo traduzimos imediatamente. O pessoal do palco na organização do evento estava com outro time e tal , foi muito legal. O clima com as pessoas que lá estavam foi sensacional, nós gritamos, nos abraçamos, nos beijamos, cantamos,fizemos coro, se fotografou, se autografou, foi um momento muito legal. Estar em grandes momentos, que possam marcar a nossa história a nossa memória, é algo muito importante, e eu tive a sorte de poder estar aqui hoje em um desses momentos, foi excelente eu adorei ". Vale ressaltar que o Ricardo Boechat dava essa entrevista enquanto era maqueado e se preparava pra entrar ao vivo no programa do Datena na TV Bandeirante fazendo a escalada do jornal que iría ao ar logo em seguida as sete da noite. Foi um dia especial, em um momento especial para o Brasil e principalmente para os cariocas, que com certeza já entrou para a história. O povo lotou a praia de Copacabana ao som de vários artistas e vibrou muito com mais essa conquista, que não é só do Rio de Janeiro mas de todo nosso país que sediará mais dois eventos importantes, a Copa do Mundo de Futebol em 2014 e agora as Olimpíadas em 2016.


Ricardo Boechat


Sandro Gama


Rodolfo Schneider

Parada gay com multidão mesmo debaixo de chuva

Um evento organizado, com muita gente, mas debaixo de chuva. Foi assim a parada gay em Copacabana neste Domingo.

O evento contou com a participação de várias autoridades que fizeram ao lado de Cláudio Nascimento (superintendente de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos) uma abertura politizada com direito a execução do hino nacional e discursos inflamados a favor da diversidade com o tema "Diversidade, o Brasil fica mais bonito assim".

O tema era divulgado em faixas e em um adesivo que era distribuído no calçadão.A atriz Letícia Spiller também participou da parada ao lado de Jandira Feghali, Carlos Minc, a cantora Tereza Cristina, o governador Sérgio Cabral e sua esposa Adriana Anselmo entre outros.

Segundo o Governador "Político que ignora os direitos dos homossexuais é político do século XIX. As pessoas têm que entender que se um homem gosta de outro homem, isto é problema só dele",afirmou Sérgio Cabral.

A Parada contou com uma expressiva contribuição de r$100,000 (cem mil reais), feita pelo atual prefeito Eduardo Paes que disse que para 2010 pretende aumentar em oito vezes essa contribuição.

Já o Ministro Carlos Minc em seu discurso de abertura, disse que Deus ama a todos e que os falsos pastores que condenam a homossexualidade vão pagar por discriminarem uma pessoa por sua opção sexual.

Minc falou sobre o governador do Paraná Roberto Requião (PMDB),que disse em um programa de TV que o câncer de mama em homens “deve ser consequência de passeatas gay”.

-Preconceito dá câncer, faz mal à saúde e pode matar. O que cura o preconceito e a doença é a solidariedade.Disse o Ministro.

A parada teve a participação de 15 trios elétricos, gays da terceira idade e simpatizantes que lotaram a orla de Copacabana mesmo debaixo de chuva.

Segundo os organizadores do evento, foram distribuídas 500.000 camisinhas, para tentar conscientizar as pessoas do uso do preservativo. De acordo com a organização mai de 1 milhão de pessoas foram à Copacabana neste domingo.