terça-feira, 11 de maio de 2010

Ética e dor no fotojornalismo carioca em debate




Nesta segunda feira, no auditório da Faculdade Pinheiro Guimarães, aconteceu um maravilhoso encontro para um debate, entre os alunos da

FPG, com os produtores do documentário “Abaixando a Máquina, ética e dor no
fotojornalismo carioca”.

Com a presença dos produtores: Guilhermo Planel, Berg Silva e a condução do debate feito pela professora Cristina Pedroza, o evento teve um

público de mais de cem alunos no auditório da Faculdade, e com transmissão simultânea
para um telão no pátio da FPG, para quem não conseguiu lugar no auditório.

O evento começou com a exibição do filme, deixando quem não tinha assistido apaixonado pelo foto jornalismo, e quem já tinha tido a

oportunidade de ver e agora rever o filme, mais apaixonado ainda pela profissão.

Logo após a exibição do documentário foi aberta à oportunidade para os alunos poderem fazer todo o tipo de perguntas, tirando suas dúvidas e se identificando cada vez mais pela arte de fotografar.Ao ser perguntado se já tinha pensado em desistir, Berg Silva, fotógrafo do jornal O Globo e um dos produtores do documentário disse: “Já

pensei várias vezes em deixar o fotojornalismo, mas a paixão é maior que a
vontade de parar, e cada dia é um novo dia para se fazer coisas novas, ou no
meu caso fotos novas que nunca fiz antes, pois o meu maior desafio é esse fazer
melhor amanhã o que eu não fiz hoje, pois a folha do jornal de amanhã está em
branco, esperando uma foto minha, que pode revelar o que antes não tinha sido
revelado”.

Guilermo Planel, produtor e um dos cinegrafistas do filme, disse “O nosso filme era um pequeno projeto de alguns amigos, que queriam

registrar o nosso trabalho de fotojornalismo, e que na nossa visão era apenas
pra se transformar em um DVD, e hoje ele já foi exibido em festivais dentro e fora
do Brasil, e em diversas faculdades, isso é muito bom pra mim que não sou
nenhum cineasta famoso, mas através desse trabalho, posso ajudar a futuros
jornalistas a saberem se é isso que eles realmente querem fazer”.

Planel disse ainda que “O documentário em momento algum quis mostrar em primeiro plano a violência do Rio de Janeiro, mas mostrar a ética e a dor de quem tem que trabalhar em meio a essa violência”.
Logo após o debate, foram feitos sorteios de livros de fotos premiadas nos últimos anos, e que muito vão enriquecer, daqui pra frente, os trabalhos dos alunos sorteados.

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