Por: Sergio Ricardo Silveira
Com 30 anos de Experiência no campo da fotografia, João Roberto Ripper palestrou na faculdade pinheiro Guimarães na última terça feira dia 12 de Abril, contando um pouco da sua experiência com a foto documental. Ripper foi apresentado pela professora Cristina Pedroza, João no seu histórico tem como início no jornalismo, uma passagem pelo jornal Luta democrática em 1974, Jornal Estado de São Paulo e O Globo. Atuou como repórter fotográfico e free lance em vários jornais,viajou pelo Brasil fotografando.
Fundou uma cooperativa de fotógrafos chamada “Imagens da terra”, onde trabalhou por dez anos. Hoje Ripper tem um site na internet imagensdopovo.org.br. João sempre lutou pela autoria e os créditos das fotos e hoje vive do seu trabalho fotográfico conhecido em várias partes do mundo.
Lançou um livro intitulado “Retrato escravo”, considerado o melhor livro de foto documental. E nos apresentou durante a palestra fotos do livro Imagens Humanas onde além de retratar denuncia a exploração feita em carvoarias e canaviais, no interior do Brasil denunciando o trabalho escravo de homens, mulheres e crianças. Relatou que canaviais muitos morrem por exaustão (alguns trabalhadores chegam a cortar 25 toneladas de cana por dia).
Durante 16 anos João Roberto Ripper documentou o trabalho dos índios do Mato Grosso do Sul, trabalhou seis anos no projeto Renascer em Natal. Criou o projeto “Doenças negligenciadas”, como Malária doenças de Chagas e Leishmaniose.
Algumas de suas declarações:
“Na fotojornalismo o fotógrafo faz uma fusão da sua personalidade com a do jornal. Na foto documentarismo o fotógrafo participa das edições”
“Nas décadas de 70 e 80 os foto jornalistas começaram a se organizar”
“Das diretas já, pra cá se passou a reconhecer que a fotografia faz parte importante da comunicação”.
”O fotógrafo tem que se comunicar com o povo, aponto de se tornar invisível no meio deles, e não aquela pessoa que chegou cheio de máquinas para fazer o seu trabalho”.
“Quando fotografamos, fotografamos a realização dos sonhos das pessoas”.
“Em áreas pobres quase nunca se faz Swet (continuação), da matéria, a não ser que o pobre seja o culpado”.
“O meu barato é a fotografia documental”.
“Gosto de foto em preto e branco, pois ela não tem a cor pra te distrair”.
Uma Palestra muito boa com fotos incríveis sendo apresentadas por um palestrante centrado e consciente do seu trabalho como jornalista e foto documentarista. Declarações importantes para quem quer viver do foto jornalismo ou do foto documentarismo, deixando claro os caminhos da profissão para quem pretende exercê-la.
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