Por: Sergio Ricardo Silveira
Aconteceu nesta quarta feira no auditório da FPG, mais uma palestra com profissionais do jornalismo carioca, com integrantes das rádios Tupy, Sulamérica Paradiso e Mix.
Em um clima descontraído e com a participação de vários alunos, a palestra teve a apresentação do professor Sérgio Xavier, que se mostrou de forma descontraída e apresentou com maestria o evento.
O dia a dia no rádio foi contado de forma esclarecedora e contagiante pela repórter da rádio Tupy, Bianca Santos, sua editora Juliana Pollo e pelo repórter aéreo Emerson Rocha, da Sulamérica Paradiso e Mix FM.
Os palestrantes falaram de várias áreas do jornalismo produzido no rádio carioca e revelaram até alguns erros nas entradas ao vivo nos programas de suas respectivas rádios levando os alunos aos risos com as histórias contadas e algumas até mostradas em áudio.
Falaram das dificuldades da carreira de um jornalista, dando exemplos de como se acorda cedo e às vezes não se tem nem o final de semana livre, pois o jornalista no rádio trabalha muitas das vezes cobrindo plantões.
Bianca Santos repórter da rádio Tupy.
A mais falante dos três palestrantes era a repórter Bianca Santos, que por trabalhar nas ruas do Rio, tem muitas histórias pra contar, trouxe até alguns áudios de suas reportagens para mostrar aos alunos, e revelou que “a intimidade que você ganha com os ouvintes é muito gratificante". No caso de realengo mostrou um áudio feito com um morador que relatou fatos impressionantes sobre o massacre, ao vivo no ar da rádio Tupy.
“No caso de Realengo eu estava em Duque de Caxias e meu chefe me mandou ir para lá naquele momento porque eu estava mais próxima. Chegando lá tomei a exata noção do fato. Eu queria estar ali na saída das vítimas, mas quando cheguei, elas já tinham sido removidas. Consegui ouvir um morador e o coloquei no ar, quando vi que ele tinha presenciado tentei sugar tudo dele.
O rádio é som é o ouvinte se imaginar na situação. Esse caso de Realengo ficará marcado na minha vida profissional”.
Emerson Rocha, repórter aéreo da Sulamérica Paradiso e Mix FM
Com relação ao trânsito no Rio de Janeiro Emerson Rocha revelou que existem rádios que não tem um repórter aéreo, mas tem um repórter no Centro de Operação, dando informativos baseados nas imagens das câmeras da CET Rio.
“Para trabalhar em rádio tem que gostar. Eu moro na Pavuna e vou à barra duas vezes ao dia. Quando comecei a fazer o repórter aéreo, eu resolvi usar o humor no trânsito, para me diferenciar dos outros dois repórteres que fazem esse serviço no Rio.
“Por exemplo, eu falei no ar sobre o trânsito na ponte: Ta feia a coisa, liga a música que está tudo parado”.
Emerson comparou o trânsito do Rio de Janeiro ao de São Paulo: “Falar de trânsito é muito importante, quando eu subo no helicóptero, eu penso em como ajudar as pessoas a saírem do engarrafamento, é como se eu estivesse dentro do carro. Às vezes eu saio de carro para estudar o trânsito. Qualquer conhecimento que você tem é sempre importante”.
Juliana Pollo, editora da rádio Tupy.
Juliana Pollo declarou que “o jornalista deve estar preparado para um leque de oportunidades. O papel da equipe no rádio é fundamental, eu preciso de outras pessoas, não adianta eu sentar em frente ao PC e produzir textos, tenho que produzir sonoras o rádio é som.
Juliana declara: “quando um repórter está cobrindo um tiroteio, eu peço para ele ir onde dá para escutar os tiros. Eu dependo de todos os profissionais estarem agindo juntos sempre.
Apesar de você poder fazer o rádio sozinho, o produto final é resultado de um trabalho em equipe. “O Rádio é uma cachaça quem experimenta é difícil largar”
Juliana tem que montar um noticiário de 25 em 25 minutos, e tem que preencher com informação. “O jornalista tem que estar preparado para um leque de oportunidades. Às vezes uma pergunta que você está receoso em fazer é a chave da matéria. O rádio está mais vivo que nunca. Com a população participando, a partir daí surgem os grandes fatos, o rádio é rotativo, você tem que trazer um fato novo, mas tem que trazer o antigo também.Esqueça a colagem no computador isso é plágio, isso vai ser prejudicial para o jornalista e para a emissora”.
A palestra terminou com os alunos fazendo perguntas aos jornalistas e com o professor Sérgio Xavier fazendo sorteios de brindes para quem ficou até o final do evento que contou com a participação de quase todos os alunos da FPG.
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